terça-feira, 28 de outubro de 2014






Liderança

Conceito

Segundo Jim Collins, a liderança é fundamental nas relações de trabalho.

Para que uma empresa tenha sucesso e se mantenha na liderança, não basta ser boa, tem de ser excelente e para
isso precisa de ter um excelente líder.
É isto que ele pretende demonstrar no seu livro “De bom a excelente”, como são os líderes excelentes, o perfil destes.
Jim Collins defendeu que os líderes podem estar divididos em cinco, sendo cinco o expoente máximo, o excelente líder.
Apelidou sua teoria de “líder nível cinco”:
Este é o “nível mais elevado da hierarquia de capacidades executivas.”

Um líder de nível cinco tem de ser extremamente humilde, determinado, profissional, discreto, disponível para tornar a empresa óptima, modesto, destemido, ambicioso, inovador
(“olhar pela janela”), grande nível de orientação.

Quando se fala em empresa e objectivos atingidos, Collins defende, que tem de se falar em “nós” como um grupo e
não num “eu” a quem são atribuídos os louros de um trabalho feito em equipa.

Isso desmotiva a equipa, pois o sucesso é de todos, houve contribuição e dedicação a um trabalho por parte de todos e não de um só.

Collins diz que os líderes de nível cinco são “pessoas comuns produzindo resultados extraordinários em silêncio.”, estes são “infectados com uma necessidade incurável de produzir resultados.”
Para concluir, o autor diz que primeiro se deve formar a melhor equipa e só depois definir tarefas, pois para aqueles que pensam que a perspectiva de liderança é a resposta para tudo, estão a ver de maneira errada.

A liderança é então “um processo que implica capacidade de influenciar os outros através de um processo de comunicação, com o objectivo final de realizar tarefas.

Deve ser alvo de auto análise e auto crítica, já que é um processo interactivo.”.

O líder tem de adaptar o estilo de liderança, dependendo das características do grupo, sendo de extrema importância que este se relacione com todo o grupo. Este deve ter a função de “delegar funções, motivar, estruturar, orientar, punir e coordenar”, contudo,o ponto fulcral da liderança é a função de “orientar o grupo para metas específicas”.







Existem dois tipos de liderança:


A liderança estatutária, corresponde à posição hierárquica que o líder ocupa, sendo o seu comportamento esperado e o poder reconhecido pelos indivíduos.

A liderança emergente, corresponde a um qualquer indivíduo, não importando o cargo que este desempenha.

Tipos de liderança

Existem diversos autores que defendem várias teorias, mas a que mais se destaca, por ser também a mais referenciada, é a teoria de Lippitt, Lewin e White.

Estes distinguem três tipos de liderança: autoritária, liberal e democrática.

Líder autoritário:

Este tipo de líder é que determina as tarefas a executar, orienta o grupo sem a participação deste, dá instruções a cada elemento, não aceita sugestões, inexistência de relação de amizade, cria tensão, desmotivação e consequente frustração. O único objectivo é o lucro e a produção.

Líder liberal:

Este tipo de líder dá total liberdade aos liderados para tomar decisões.

O grupo é que determina as tarefas a executar e que tarefas devem desempenhar. O líder só toma decisões em casos de extrema gravidade. Não há imposição de regras.

Líder democrático:

O grupo participa nas decisões, os objectivos e o meio condutor destes é decidido por todos, o líder consulta o grupo, estimula este, iguala-se a qualquer um dos elementos do grupo, é objectivo e orientador, estimula o bem-estar, cria laços entre todos, resultando produtividade.




Embora existam estes três tipos deliderança, não existe um estilo de líder, pois estes podem possuir características de um tipo ou de outro, dependendo do contexto e dos liderados.

A liderança é mais arte do que ciência. Nessa arte, o líder tem de aplicar a sua experiência e o seu bom senso para decidir quando, como e com quem deve usar cada um dos estilos”.
(Estanqueiro, 1992)

O líder deve conhecer as suas competências, tal como as suas limitações, deve ser justo, deve desenvolver talentos e ser persuasivo.

Este deve ver ao longe e através de, deve dar ordens e definir caminhos, deve antecipar-se aos factos, assertivo, honesto,
cativar pessoas, disponível, deve ter a capacidade de motivar, encorajar os indivíduos do grupo, deve ser concreto e específico, deve elogiar e repreender oportunamente, não deve nunca falar mal a respeito de outros, nem fazer disso um tema de conversa no grupo.

Deve ter como qualidade intriseca, a sinceridade, a honestidade , a confiança, deve conhecer muito bem os liderados e as suas características e capacidades, deve ser
interessado e activo e deve partilhar os méritos, falando dos objectivos atingidos sempre na terceira pessoa e não na primeira, pois o mérito é do grupo.

MyDiamond Coffee
Paulo Fragoso - Organo Gold Portugal 

Fonte - Instituto Superior Miguel Torga - Liderança e Motivação de equipas de trabalho.

sábado, 5 de julho de 2014






Marketing de rede é um sistema de distribuição ou uma forma de marketing que movimenta bens e serviços legítimos com valor comercial, do fabricante diretamente para o consumidor, por meio de uma rede de distribuidores independentes. Não existem atacados e grandes distribuidores intermediando a empresa fabricante do produto e o consumidor final. O único intermediário é o distribuidor independente que é uma pessoa física sem vínculo empregatício com a empresa. Isto aumenta a margem de lucros da empresa pois além de reduzir os gastos de distribuição devido a ausência de intermediários, tem os gastos de publicidade reduzidos, pois os distribuidores independentes da empresa encarregam-se de divulgar os produtos e a marca. Além disto, a inexistência de vínculo empregatício, ou seja, carteira assinada reduz o número de funcionários necessários ao funcionamento da empresa sendo assim mais um fator de redução de custo. Com todos estes fatores reduzindo os custos de distribuição e com os distribuidores independentes arcando com todas as responsabilidades descritas, uma parte do lucro da empresa é devolvida aos seus distribuidores.





O empreendedor de marketing de rede trabalha como empresário autônomo, e representa uma determinada companhia executando seu plano de marketing, divulgando seu produto ou serviço e a oportunidade de negócio oferecida pela empresa, bem como sendo responsável em treinar novos recrutas. É um trabalho que consiste em falar com pessoas e criar relacionamentos.




 O marketing de rede é diferente do marketing direto. No marketing direto, a empresa remunera diretamente seu distribuidor pela venda dos produtos ao consumidor final. Não existe outra forma de ganho. No marketing de rede, a empresa permite que o distribuidor associe à empresa outros distribuidores. Desta forma a empresa cria uma segunda remuneração, pois entende que o esforço do distribuidor em associar outro distribuidor deve ser compensado, pois a empresa também tem lucros com isto. Este processo contínuo, onde um distribuidor associa à empresa outro distribuidor, forma o que se denomina rede.



 O marketing de rede tem por característica movimentar bens de consumo ou serviços. Já o marketing de pirâmide movimenta apenas o capital dos distribuidores, sem haver troca de benefícios, e no Brasil é enquadrado como crime pela Lei nº 1.521 (inciso IX do 2º artigo) . Por outro lado, o Marketing de Rede é totalmente legal em quase todas as nações, inclusive no Brasil onde é amplamente divulgado pela Associação Brasileira de Vendas Diretas, através de um comitê só para a atividade . Segundo Robert Kiyosaki, no livro "Nós Queremos Que Você Fique Rico" (Editora Campus), uma empresa de Marketing de Rede é exatamente o oposto de uma pirâmide, pois é feita para levá-lo ao topo, e não mantê-lo na base.




 Fonte ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_de_rede )


My Diamond Coffee

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014










O Chá possui uma longa e mitológica trajectória na China. Os especialistas acreditam que o produto surgiu a partir das plantas das florestas regiões montanhosas das províncias de Sichuan e Yunnan.
Versa a tradição que a bebida foi descoberta por volta de 2.737 aC., pelo imperador Shen Nong, um governante que se notabilizou por suas proeminentes pesquisas científicas, iniciativas sanitárias e pelo mecenato artístico.
A ele se atribui, por exemplo, o salutar hábito dos chineses consumirem água somente depois de fervida.
O imperador, contudo, teria se intoxicado ao realizar algumas experiências empíricas para descobrir o poder medicinal embutida em diversas espécies de plantas.
Após mascar diferentes caules e folhas, passou a exibir sintomas de envenenamento, como boca ressecada e adormecida e seguidas ondas de tontura. Logo depois, teria caído em estado semiconsciente debaixo uma árvore.
Chá
A natureza, no entanto, se encarregou de salvá-lo. O vento derrubou algumas folhas ao seu lado. O imperador as mascou, apesar do sabor amargo e de sua forte fragrância. Horas depois, os sintomas da intoxicação desapareceram.
Recuperado, Sheng Nong coletou algumas folhas para ampliar seus estudos em seu palácio e descobriu suas propriedades medicinais. Mais tarde, plantou algumas de suas mudas nas Montanhas Kun Lu Shan, legando aos seus herdeiros um amplo cultivo de Chá .
Segundo os dados disponíveis, antes do Período de Primavera e Outono e do Período dos Reinos Combatentes (770-221 aC), as propriedades medicinais do Chá já eram amplamente reconhecidas pelos chineses, já habituados a mascarem as folhas de Chá .
Durante as Dinastias Qin (221 - 206 aC) e Han (206 aC a 220), surgiram as primeiras casas especializadas no processamento de Chá . De uma forma geral, os trabalhadores trituravam as folhas para formar bolos ou bolinhas e as colocavam para secar. Com o passar do tempo, a bebida ganhou funções sociais, tornando-se indispensável durante as recepções e eventos sociais.
A cultura do Chá conheceu forte expansão durante as Dinastias Sui (581 ? 618) e Tang (618 ? 907), dando origem aos plantatios e ao cultivo de diversas qualidades. As técnicas de cultivo foram aperfeiçoadas durante as dinastias Ming (1368 ? 1644) e Qing (1616 ? 1911). O número de variedades também cresceu, bem como o consumo.
Chá
Desde então, o preparo e o consumo de Chá começaram a gerar outros toques de requinte social. A cerâmica rosa e as técnicas de saboreio, por exemplo, ganharam força entre os chineses: os utensílios eram cuidadosamente lavados com água quente; depois de secos, os chaleiros recebiam as folhas, acrescidas de água quente. Minutos depois, a bebida era servida em tom ritualístico.
As mesmas dinastias assistiram ao surgimento de outros tipos de Chá . As populações de Guangdong e Guangxi, por exemplo, inclinaram-se para o consumo do Chá preto; o Chá verde fez sucesso em Zheijiang, enquanto os nortistas optaram pelos Chá s misturados com flor de jasmim.
Mas, os sabores da bebida nunca foram tão diversificados quanto nos dias de hoje. Muitos de seus admiradores optam por um sabor original; outros preferem a bebida com levemente temperada ou acompanhados de alguns petiscos. De qualquer forma, o Chá ainda é presença obrigatória nas mesas de trabalho, encontros familiares e nos restaurantes chineses.
O Chá é a mais popular bebida no mundo, depois da água.Todo ano, um numero astronômico de xícaras de Chá são consumidas ao redor do mundo, por volta de 7.68,500.000.000. A Grã Bretanha, famosa pelo seu costume do Chá da tarde e pela introdução deste hábito ao mundo, reserva o record mundial como o maior importador de Chá . Ela também ostenta a mais alta consumação de Chá per capita no mundo=cada homem britânico, mulher e criança bebe aproximadamente 4 chávenas de Chá por dia!
Chá
Hoje, a produção de Chá é calculado por volta de 2,34 biliões de kg por ano. Índia contem o numero 1 na posição como a maior nação produtora de Chá do mundo, com uma produção anual de aproximadamente 850 milhões kg. China, onde o Chá originou-se, hoje sustenta a segunda posição e contribui com 22% de produção de Chá mundial. Outros países são notáveis nesta produção de Chá como a Argentina, Sri Lanka, Turquia, Geórgia, Kenya, Indonésia e Japão.
No século quarto A.C. o Chá já era popular na China. O Chá foi desenvolvido em três principais estágios: o Chá fervido, amassado ou batido e o Chá infundido. Estas três "Escolas de Chá " são indicações do espírito de suas respectivas idades o quais correspondem as dinastias Tang.Song e Ming.
No século oito, o Chá tornou-se um bebida real adoptada pela nobreza com um elegante passa tempo. O Poeta LU YU, no cume da dinastia Tan, escreveu o primeiro livro do Chá " Chá King" ou "O código do Chá ".
O Chá tem sido quase sempre ligado com a historia e sido disperso e trazido aos povos em contacto com diferentes religiões e filosofias.
Chá
No Japão o Chá foi somente introduzido no século nove por um monge budista chamado Saicho. Para os japoneses, Chá é mais do que somente uma bebida. A cerimonia do Chá , do qual o objectivo é ajudar o espírito e encontrar a paz, tem efectivamente atravessado séculos e fronteiras.
O Chá penetrou todas as terras da Mongólia, Irão e os países muçulmanos e Rússia antes de atingir a Europa.
Em 1606 um navio mercante holandês trouxe o primeiro lote de Chá para Amesterdão e de lá para outros países na Europa. As preciosas folhas(800 florins por kg na época), no tempo que um Frans Hals original custava o mesmo, onde eram reservadas apenas para grandes cidadãos.
Eles tomavam Chá não somente para testa-lo, mas também porque atribuíam efeitos medicinais a ele. Afora das especiarias, o Chá em breve foi comprovado o mais lucrativo frete.
Não é de se estranhar que encontrava-se sempre quantidades maiores para o Oeste. Por causa deste aumento em fornecimento os preços caíram tanto que nada sustentou a medida que isto foi crescendo popularmente, e agora o Chá é a segunda bebida mais tomada na Holanda, depois do café.
Em 1606 um navio mercante holandês trouxe o primeiro lote de Chá para Amesterdão e de lá para outros países na Europa. As preciosas folhas(800 florins por kg na época), no tempo que um Frans Hals original custava o mesmo, onde eram reservadas apenas para grandes cidadãos.
Eles tomavam Chá não somente para testa-lo, mas também porque atribuíam efeitos medicinais a ele. Afora das especiarias, o Chá em breve foi comprovado o mais lucrativo frete. Não é de se estranhar que encontrava-se sempre quantidades maiores para o Oeste.
Por causa deste aumento em fornecimento os preços caíram tanto que nada sustentou a medida que isto foi crescendo popularmente, e agora o Chá é a segunda bebida mais tomada na Holanda, depois do café.
Em 1636 o Chá também foi rapidamente adquirindo popularidade na França. O Chanceler Seguier, Racine, Countess de Genlis e o Cardinal Mazarin Forall todos foram fieis devotos. As cartas de Madame de Sévignes nos diz que a Marquesa de la Sabliere começou o costume de tomar Chá com leite.
No século 19 na Inglaterra, o Chá tornou-se a bebida nacional. A Rainha Victoria iniciou o Chá da tarde as 5 horas da tarde. O Chá volta na história novamente com o famoso Boston Tea Party( Chá da Tarde de Boston) em Dezembro de 1773; o primeiro ato da Guerra da Independência Americana.
No século XIX a China foi virtualmente o único fornecedor de Chá do mundo.Em 1834 as plantações de Chá foram introduzidas na Índia e um pouco mais tarde, em 1857, no Ceilão e daí para Ásia, África e seguiu para a América do Sul. A competição entre os navios para os transportes rápidos de Chá conduziam corridas na rotas marítimas do distante Oriente .
Chá e Saúde
Chá
Actualmente, estudos de nutrição e especialistas em dietas, lideres de personalidades desportivas e seus treinadores, todos concordam que o Chá é uma escolha natural.
O Chá é uma bebida natural. Não passa por nenhum processo tecnológico de fabricação. É deixado em conserva naturalmente após as folhas terem sido colhidas. Depois de clarificadas suas folhas são quebradas para liberar os sucos naturais e deixar para fermentar ou oxidar naturalmente.
Depois são enroladas, secas, sorteadas e empacotadas em caixas. Nenhum aditivo, nenhum aroma artificial, nenhuma coloração , nenhum conservante.
Isto é verdade para a larga maioria de Chás aromáticos,como o Chá de jasmim, o qual tem as flores do jasmim adicionadas no seu estagio de secagem; ou o EarL Grey, o qual tem o óleo cítrico da bergamota adicionado ao seu estagio de mistura. O mesmo é o caso com a maioria dos chás de frutas e ervas.
Hoje as pesquisas cientificas estão encontrando evidencias para confirmar outras doutrinas centenárias sobre o poder da bebida para prevenir doenças e prolongar a vida. "Isto comprova que os componentes que há no Chá ajuda a reduzir o risco de um grande numero de doenças crónicas, tais como derrame, enfarte e alguns tipos de câncer." Diz o Dr. John Weisburger, um membro graduado da Fundação Americana da Saúde, um centro de pesquisas em Valballa, Nova York.
Tomando Chá talvez mesmo evite a cair os dentes. Tudo isso são boas noticias para o planeta: Chá é o maior e mais largamente bebida tomada no mundo, junto com a água, com uma estimativa de 1 bilião de xícaras de Chá tomadas diariamente.
Benefícios do Chá
Realmente, junto com a agua, o Chá é uma das mais naturais bebidas disponíveis no Mercado.
Aqui alguns pontos sobre os efeitos à saúde:
O Chá actua como diurético e portanto ajuda na acção dos rins , bem como no intestino grosso.
A entrada de agua tomada com o Chá ajuda a prevenir pedras nos rins e constipação.
O Chá ajuda na digestão, e é, geralmente falando, uma boa bebida para tomar com e depois da comida.
Ajuda ao sucos do corpo trabalharem melhor, porque não contem álcool ou açúcar, a não ser que você adicione .
Também ajuda aos músculos do estômago actuando na digestão e tirando aquele peso após a refeição.
Depois do exercício o Chá é excelente. Bebidas quentes são absorvidas pelo corpo muito mais rapidamente do que as bebidas geladas e então uma xícara de Chá repõe a perda do liquido do corpo assim como reaviva e refresca.
Para crianças de 10 anos acima, o Chá é particularmente bom comparado as bebidas saturadas de acido carbónico pois não contem açúcar. Se sua criança gosta de açúcar, é melhor consumi-lo controladamente com o Chá .
Fonte: www.chinaonline.com.br
Chá

Chá
CHA-PRETO Thea sinensis L
Partes usadas
Folhas
Família
Teáceas ou Cameliaceae
Características
Herbácea de flores brancas ou cor-de-rosa, frutos redondos, medindo de 3 a 5 cm de diâmetro. É utilizando como condimento.
Dica de Cultivo
Outros Nomes :Port.: Chá , Chá -da-china, Chá -da-Índia;Esp.: té [de la China];Fr.: thé;Ing.: tea.
Princípio activo
Taninos, dentre outros.
Propriedades
Antidiarreico, tónico.
Indicações
É usado com estimulante em caso de fadiga ou de esgotamento, é um remédio de emergência, que não deveria tornar-se habitual.
Usa-se também em diarreias e colite, como tónico digestivo em caso de digestão muito difícil ou indigestão. O infuso é feito com 30 a 50 g de folhas por litro de água. Não se deve tomar mais que 5 xícaras diárias.
O uso externo é indicado em lavagens oculares em caso de conjuntivite (decoto com 30-50 g da planta por litro de água, fervidas por 5 minutos), aplicar sobre os olhos.
Toxicologia
Provoca excitação do sistema nervoso, do coração e do sistema circulatório. Aumenta a secreção de sucos ácidos no estômago.
Fonte: www.cantoverde.org
Chá

Chá
História do Chá Verde
Conta uma lenda chinesa que no ano 2737 a.C., o imperador Shen Nung descansava sob uma árvore quando algumas folhas caíram em uma vasilha de água que seus servos ferviam para beber. Atraído pelo aroma, Shen Nung provou o líquido e adorou. Nascia aí, o Chá .
É bem provável que essa história nem seja verdadeira, mas dá um ar romântico à origem de uma bebida conhecida mundialmente. Esta lenda é divulgada como a primeira referência à infusão das folhas de Chá verde, provenientes da planta Camellia sinensis, originária da China e da Índia. Na verdade, o primeiro registo escrito sobre o uso do Chá data do século III a.C. O tratado de Lu Yu, conhecido como o primeiro tratado sobre Chá com carácter técnico, escrito no séc. VIII, durante a dinastia Tang, definiu o papel da China como responsável pela introdução do Chá no mundo.
No inicio do séc. IX, a cultura do Chá foi introduzida no Japão por monges budistas que levaram da China algumas sementes. A cultura teve êxito e desenvolveu-se rapidamente. O Chá experimentou nestes dois países - China e Japão - uma evolução extraordinária, abrangendo não só meio técnico e económico, mas também os meios artísticos, poéticos, filosóficos e até religiosos. No Japão, por exemplo, o Chá é protagonista de um cerimonial complexo e de grande significado.
A chegada do Chá à Europa não foi rápida. As referências mais antigas que se encontram na literatura europeia a respeito do Chá são atribuídas a Marco Pólo, no relato da sua viagem, e ao português Gaspar da Cruz, que teria citado o Chá numa carta dirigida ao seu soberano. Já a sua introdução no continente europeu ocorreu no início do séc. XVII, em função do comércio que então se estabelecia entre a Europa e o Oriente. Ao que parece, foram os holandeses que levaram pela primeira vez o Chá à Europa, intensificando o seu comércio, mais tarde desenvolvido pelos ingleses.
Na Inglaterra, o seu consumo difundiu-se rapidamente, tornando-se uma bebida muito popular. Essa popularidade estendeu-se aos países com forte influência inglesa, primeiramente nos Estados Unidos, depois na Austrália e Canadá. Hoje, o Chá é a bebida mais consumida em todo o mundo.
Benefícios do Chá Verde
As virtudes medicinais do Chá são de conhecimento milenar, especialmente seu efeito estimulante. Mas hoje, a ciência está comprovando suas propriedades terapêuticas e cosméticas. E isso está acontecendo com o Chá verde (também conhecido como ban Chá ), considerado actualmente um aliado da saúde por ser rico em flavonóides - substâncias antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular precoce. Também está comprovado que o Chá verde ajuda a diminuir as taxas de colesterol e activa o sistema imunológico. As virtudes do Chá verde na prevenção do câncer, já muito divulgadas actualmente, vêm do fato de que ele é rico em bioflavonóides e catequinas, substâncias que bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores.
Além de conter manganês, potássio, ácido fólico e as vitaminas C, K, B1 e B2, ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias por conter boa dose de tanino: o consumo diário desse Chá diminui as taxas do LDL (colesterol que faz mal à saúde) e fortalece as artérias e veias.
Mas as boas notícias não acabam aí: está comprovado que o Chá verde acelera o metabolismo e ajuda a queimar gordura corporal. Um dos estudos foi realizado na Suíça com três grupos de pessoas que seguiram a mesma dieta. O resultado: o grupo que recebeu Chá verde teve aumento de 4% na velocidade de combustão das calorias no organismo e de 5% na queima de calorias em relação aos outros dois grupos pesquisados. Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, demonstrou que extracto de Chá verde - que possui altas concentrações de antioxidantes como catequina, polifenóis e muitos outros compostos incluindo cafeína - pode aumentar a utilização de energia muito acima dos efeitos da cafeína pura.
Pesquisadores acreditam, ainda,que o hábito de beber Chá em vez de café é um dos factores responsáveis pelo menor índice de enfarto em países do Oriente. E como se não bastasse, comprovou-se também que as substâncias presentes no Chá verde ajudam a prevenir cáries, têm acção anti inflamatória e antigripal, activam o sistema imunológico e regeneram a pele.
Os princípios curativos e regeneradores da Camellia sinensis enriquecem os cosméticos que prometem recuperar o viço da pele e dos cabelos. Tanto que as indústrias de cosméticos incluem os extractos das folhas em fórmulas de produtos como cremes e loções. Substâncias presentes na Camellia sinensis também dissolvem gorduras e são eficazes no tratamento de celulite e gordura localizada.
E para e pele mais um benefício: por ser rica em tanino, substância com propriedades anti-séptica e adstringente, a planta é indicada também para limpar e equilibrar peles oleosas. Na edição de 3 de Março de 2004, a Revista Veja publicou uma matéria anunciando a mais recente novidade que aumenta a lista de benefícios do Chá verde.
Ainda na área da dermatologia, a novidade é que o Chá verde pode proteger contra os efeitos nocivos do sol. Segundo a revista, "o assunto foi um dos mais comentados do último congresso da Academia Americana de Dermatologia, por causa de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Nova Jersey". Eles descobriram que o Chá , transformado em creme, melhora o sistema de defesa das células da pele contra os raios ultravioleta do tipo B, aqueles responsáveis pelo vermelho-pimentão. Ao reduzir a inflamação causada por essa radiação, o Chá verde aumentaria a protecção contra o câncer de pele. A descoberta pode ser o ponto de partida para a produção de uma nova família de loções.
Fonte: www.chaverde.org
Chá

O Chá é a bebida mais consumida no mundo e faz parte dos hábitos diários de vários povos. No Japão, o Chá integrou-se de tal forma aos costumes e à vida diária que tornou-se sinónimo daquilo que no aroma e paladar sintetiza a essência local. Cristiane A. Sato, colaboradora do CULTURA JAPONESA e inveterada apreciadora de Chá s, explica neste artigo o que é o Chá japonês, e como ele faz parte não apenas de hábitos quotidianos, mas também o grau de simbologia e significado que ele tem no comportamento social japonês.
Observação
Esta matéria trata da bebida em si e de costumes populares relacionados ao Chá . A respeito de Cerimónia do Chá , procure neste site a matéria CERIMÔNIA DO CHÁ - CHANOYU.
O QUE É E DE ONDE VEM O CHÁ?
Existem Chá se " Chá s". Um problema de nomenclatura dificulta distinguir uns dos outros (algo que será esclarecido mais adiante). No momento, o importante é reter a seguinte informação: o Chá "comum" - o Chá preto, que se compra nos supermercados em saquinhos individuais dentro de caixinhas de papel, ou em folhinhas secas soltas dentro de latinhas, são folhas de um arbusto originário da China, que produz flores parecidas com camélias. Por isso este arbusto tem o nome científico de Camellia sinensis, que em latim significa "camélia da China". É basicamente dessa planta que vem a maioria dos tipos de Chá propriamente ditos. A Camellia sinensis é o Chá .
Chá
As folhas e a flor da Camellia sinensis
Há uma lenda chinesa diz que no ano de 2737 a.C. o imperador Shen Nung teria descoberto o Chá de modo acidental. O imperador - um filósofo que por razões de higiene só bebia água fervida - estava descansando perto de uma árvore de Chá quando algumas folhas caíram no recipiente em que ele havia posto água para ferver. Ao invés de tirar as folhas, ele as observou, viu que elas produziram uma infusão, decidiu prová-la, e achou a bebida saborosa e revitalizante. Assim, conta-se na China, é que foi "descoberto" o Chá . Não há registos históricos ou provas de que tenha sido efectivamente desta forma ou de que foi o imperador Shen Nung o "descobridor" do Chá , mas é fato que os chineses já produziam e bebiam Chá desde a Antigüidade.
Uma das primeiras referências escritas sobre o Chá data do século III a.C., quando um famoso médico chinês da época recomendou a um general que se sentia velho e deprimido que tomasse Chá - o que indica que já na época conhecia-se as propriedades de aumento de concentração e vivacidade que o Chá proporciona - e este general escreveu a um sobrinho pedindo que lhe arranjasse Chá de boa qualidade. Registos indicam que na China antiga o Chá não era propriamente cultivado em grandes plantações nem era uma bebida popular - era quase sempre preparado como tónico ou medicamento com folhas tiradas de arbustos selvagens. Nos séculos subsequentes as propriedades do Chá tornaram-se famosas e a procura pelo produto cresceu. Nos séculos IV e V d.C. já haviam grandes plantações no vale do Rio Yangtze (também chamado de Rio Amarelo) e haviam vários tipos de Chá : dos refinados, que eram ofertados ao imperador como presente, aos populares. Há registos de que folhas de Chá prensadas foram usadas em em 476 d.C. como moeda de troca com os turcos na fronteira ocidental da China.
O CHÁ CHEGA AO JAPÃO
O registo mais antigo sobre o Chá no Japão data do ano de 729. Monges budistas tinham ido à China estudar por vários anos (neste período o contacto oficial entre China e Japão era frequente e monges budistas actuavam como emissários da corte). No retorno, trouxeram Chá e o presentearam ao imperador Shõmu. Atribui-se ao monge Saichõ, fundador da escola Tendai, a introdução do cultivo do Chá no Japão no ano de 805.
Diferentemente do que hoje se pode imaginar, o Chá demorou a ser popularizado no Japão. Por volta do ano de 890, a corte imperial japonesa suspendeu as missões oficiais que enviava há dois séculos à China, e as relações entre ambos os países se deterioraram. Sendo um produto chinês, o Chá parou de ser bebido na corte. Assim, durante muito tempo, o Chá foi considerado um medicamento e reservado a poucos privilegiados. Apenas no século XII, por iniciativa do monge zen-budista Eisai, o Chá começou a se tornar mais popular nos mosteiros entre os monges, que o tomavam porque isso os fazia permanecer acordados durante as longas sessões de zazen (meditação sentada). Outro monge budista da época, Myõe, iniciou o cultivo de arbustos de Chá em Uji, região de Kyoto, para suprir os mosteiros (até hoje Uji é famosa região produtora de Chá no Japão).
O advento dos shõguns da Família Ashikaga a partir de 1336 mudou o modo pelo qual os japoneses viam o Chá . Em especial o oitavo shõgun Ashikaga, Yoshimasa (1435-1490), um apreciador das coisas chinesas e do zen-budismo, gostava de Chá e transformou o ato de tomá-lo num tipo de cerimônia, incentivando as classes guerreiras a adoptar o hábito de beber Chá . O exemplo do shõgun ajudou a espalhar o hábito do Chá também na corte imperial e em outras ordens monásticas budistas, criando um grande público de apreciadores de Chá no Japão. Mas foi o poderoso daimyõ Hideyoshi Toyotomi (1536-1598) quem transformou o antes informal rito de beber Chá numa verdadeira cerimónia - o chanoyu.
Na China antiga houve rituais relacionados ao processo de se beber Chá , mas que caíram em desuso com o correr do tempo. No Japão, entretanto, o costume de Chá desenvolveu-se junto com as escolas e crenças budistas locais, o que levou o ato de beber Chá a evoluir para uma cerimónia complicada e única. No século XVI destacou-se o poeta Jõõ Takeno (1502-1555), mestre de cerimónia do Chá que inventou vários utensílios - alguns ainda hoje usados no chanoyu - e que foi professor de outro importante mestre, Sen no Rikyû (1522-1591) a quem se atribui a criação do chashitsu - a "casinha" onde se executa a performance da Cerimónia do Chá . Em função do chanoyu, uma forma específica de arte se desenvolveu no Japão, que influenciou as artes decorativas e utilitárias como a cerâmica, a laca, a arquitectura e o paisagismo de jardins.
Chá
Acessórios tradicionais para a realização da Cerimónia do Chá também servem para o preparo quotidiano do matcha.
No período Edo (1603-1867) o hábito do Chá espalhou-se entre os ricos comerciantes e não demorou muito para também cair no gosto das pessoas mais simples, tornando-se desde então um hábito efectivamente popular. Nessa época o Japão passou por um longo período de isolamento, com os portos fechados a navios estrangeiros, levando o país a desenvolver uma cultura muito própria. Isso também fez com que o Chá no Japão fosse cultivado, colhido e processado de um modo diferente do resto do mundo, o que deu à bebida um sabor peculiar e característico.
CHÁS E "CHÁS"
Se Chá é a bebida que vem da planta Camellia sinensis, você deve estar se perguntando: "e os outros Chá s, como o Chá de camomila e o Chá de erva doce"?
Aqui precisamos fazer uma pausa para explicar uma questão de nomenclatura.
Em chinês escrito - e em japonês também - o CHÁ, o da Camellia sinensis, é representado pelo seguinte ideograma:
Chá
Esse ideograma é lido em mandarim e em japonês como "t Chá ", e no dialeto amoy, falado na região de Fujian na China - uma das principais regiões produtoras de Chá do mundo - como "tê".
O Chá chegou à Europa ocidental através de carregamentos vindos da Ásia, e dependendo do dialecto falado nos portos chineses que exportavam o Chá , a palavra incorporou-se aos idiomas ocidentais com um som similar ao de sua origem. Assim, o "tê" da região de Fujian virou o thé francês, o te italiano, o tea inglês e o Tee alemão. Os portugueses adquiriam o Chá em Macau, colónia portuguesa na China onde se falava o dialecto cantonês, que se parece com o mandarim, e assim o "t Chá " falado por eles virou o nosso CHÁ.
Na Europa ocidental não havia o Chá propriamente dito - por isso importava-se e até hoje importa-se o produto. Mas haviam outras ervas e frutas locais das quais se podiam produzir infusões, como a hortelã, a camomila, a erva doce, a maçã, a pêra e frutinhas vermelhas como amoras e morangos, que obviamente têm sabor e propriedades diferentes da Camellia sinensis.
Mas como o processo de se obter a bebida é o mesmo - ferver uma planta em água - tudo quanto é tipo de infusão em água quente passou a ser popularmente chamado de " Chá ". Assim, as infusões herbais e as infusões de frutas, embora não fossem de Chá propriamente ditas, também passaram a ser chamadas de " Chá ".
Não se trata de uma questão meramente linguística. O Chá , o da Camellia sinensis, possui cafeína - um estimulante da actividade cardiovascular e da circulação sanguínea - mas diferentemente da cafeína do café, que é rapidamente absorvida pelo corpo, a cafeína do Chá é absorvida de forma mais lenta. A cafeína em si não é prejudicial à saúde - muito ao contrário, é bastante recomendada desde que não tomada em excesso.
E é curioso observar que tamanha é a complexidade da composição química da Camellia sinensis, que é impressionante constatar a variedade de sabores e aromas que um só tipo de planta pode gerar. As infusões herbais em geral não têm cafeína, não possuem um leque de sabor e aroma tão variado quanto o Chá , e via de regra são adocicadas e suaves (mas há, decerto, infusões amargas bastante populares como a de boldo e do mate).
Existe uma "dica" linguística que nos permite diferenciar um Chá de uma infusão herbal. Nas infusões herbais, a palavra " Chá " é sempre seguida da expressão "de alguma coisa". Por isso nas embalagens lê-se " Chá de camomila", " Chá de boldo", " Chá de maçã", etc. O mate é um caso à parte (embora muitos achem que o mate é Chá , ele é uma erva diferente, e o correto é não usar nas embalagens de mate a palavra " Chá ": mate é só "mate").
Os Chá s, os derivados da Camellia sinensis, são descritos por tipo ou apelidados de acordo com sua origem, e nas embalagens não se usa a expressão "de". Assim, o Chá pode ser descrito pelo tipo como " Chá verde", " Chá oolong" (fala-se "úlon") ou " Chá preto". Tipos de Chá que foram apelidados em função da origem são, por exemplo, " Chá assam", " Chá darjeeling", " Chá nilgiri" (nomes de regiões da Índia). Existem também algumas misturas ( Chá s de tipos diferentes misturados entre si e/ou com elementos aromatizantes) como "English Breakfast" e "Earl Grey".
Apenas para se ter uma idéia da variedade de Chá se de infusões herbais e de frutas existentes, a Mariage Frères, conhecida casa francesa especializada em Chá s desde 1854, trabalha com 300 tipos de Chás e infusões do mundo inteiro.
CHÁ CORRENDO NAS VEIAS
Lafcadio Hearn, jornalista e escritor americano, foi para o Japão em 1889 para escrever sobre o país. Acabou naturalizando-se japonês, casou-se com uma japonesa, adoptou um nome japonês - Yakumo Koizumi - e lá viveu até morrer em 1904. Em seus primeiros escritos, Hearn descrevia os japoneses como "um povo de bebedores de Chá ".
Ele demonstrava espanto com a frequência com que as pessoas em geral tomavam Chá no país - dependendo da pessoa, de quatro a uma dúzia de vezes ao dia (os ingleses, também famosos pelo hábito de beber Chá , quando muito o faziam três vezes ao dia). E demonstrava curiosidade e alguma dificuldade em entender a relação que os japoneses têm com a bebida. Hearn descreveu um encontro que teve com um amigo japonês, que o convidou para ir a sua casa para tomar um Chá .
Ao chegar à casa do amigo, sentaram-se a uma mesa baixa no quarto de tatamis, próximos à janela, e ficaram sem dizer nada um ao outro por quase uma hora, apenas bebendo Chá e vendo a vida passar. Coisa estranha.
Ao se despedir do amigo, Hearn temeu ter sido desagradável ou pouco educado por ter permanecido quieto durante o encontro, dado sua condição de recém-chegado ao país e limitações com o idioma, e achou curioso quando o amigo lhe disse que aquele tinha sido um bom encontro, e que gostaria que ele voltasse na semana seguinte. Posteriormente, quando seu vocabulário melhorou, Hearn comentou com o amigo: "Mas não pudemos conversar". "Ao contrário, foi uma óptima conversa", respondeu o amigo. De modo resumido, foi assim que ele descreveu um curioso hábito japonês: as conversas silenciosas através do Chá .
Japoneses, de fato, bebem muito Chá . Diferentemente dos brasileiros em geral, que vêem o Chá mais como um tipo de medicamento homeopático, os japoneses vêem o Chá como os brasileiros vêem o cafézinho. Bebem Chá porque gostam de seu sabor, e não porque o Chá faz bem à saúde - isso é secundário. Foi pelo hábito que o Chá foi incorporado ao quotidiano nipónico.
O Chá é símbolo de cortesia e hospitalidade entre os japoneses. Servir aos visitantes uma tacinha de Chá quente, ou um copo de Chá gelado nos dias quentes, é uma regra de etiqueta universal entre os japoneses em casa, nos escritórios e nos restaurantes típicos. O bom visitante não recusa o Chá , nem vai embora sem sequer prová-lo.
Em algumas celebrações familiares servem-se os Chá s de melhor qualidade, como na primeira refeição do Ano Novo e aos visitantes no shogatsumikan (tangerina japonesa) com as pernas sob um kotatsu (mesa baixa com saia acolchoada e aquecimento) - um costume aconchegante e saboroso que ajuda a prevenir a gripe. Chá é sempre servido a todos ao final de missas fúnebres no rito budista.
Mesmo em costumes importados, o Chá está presente - nesses casos, o Chá preto, "sinonimo" de ocidente. É comum os japoneses comemorarem festas de aniversário e Natal com Chá , bolo e sanduíche de pepino. Mas o Chá para os japoneses é também, como o próprio Lafcadio Hearn deve ter aprendido, um meio de comunicação e um objecto de veneração. Permitam-me citar um caso particular que ilustra como ocorre uma "conversa silenciosa através do Chá ". (período de comemorações do Ano Novo). Um hábito típico de inverno é tomar Chá comendo
Em 1998 meu avô, em fase terminal de câncer, teve de ser internado e passei seus últimos dias com ele. Embora fosse uma situação gravíssima, ele estava lúcido e permanecia boa parte do dia acordado. Levei tudo que pude para que ele se sentisse confortável no hospital: roupas, produtos de higiene pessoal, travesseiros, um edredom, Chá verde de boa qualidade e toda a parafernália (conjunto de bule e copos de porcelana, bandeja de laca e uma garrafa eléctrica japonesa que ferve e mantém a água aquecida).
Numa tarde um senhor de idade, cunhado de meu avô, veio visitá-lo. Eles se cumprimentaram e enquanto se acomodavam fiz um cházinho e servi como de costume. Meu avô sentou-se na cama, o senhor sentou-se numa cadeira de frente para ele, e eu me sentei num sofá encostado à parede. Mas assim que começaram a tomar Chá , pararam de se falar. Achei estranho, pois como havia tempos que ambos não se encontravam, pensei que iriam querer bater papo... mas nada.
Às vezes se olhavam, para em seguida olhar para o copo nas mãos, na altura do colo, e beber um golinho - e fazer isso de novo, e de novo. Interrompi esse silêncio ritmado só uma vez, para perguntar se queriam mais Chá . Murmuraram que não, indicando que estavam bem. E voltaram a ficar quietos, bebericando o Chá que restava nos copos, enquanto olhavam para a janela e ouviam o vento frio passar lá fora.
Comecei a perceber que havia um princípio, um "código" por trás daquele comportamento, e que ambos o compreendiam. Havia uma conversa em andamento, mas sem o uso de palavras: as expressões de seus rostos e gestos sutis, como a postura semi-formal de como se sentaram, o modo se segurar os copinhos nas mãos, o ritmo ao beber e olhares que não se encontram. Percebi que eles estavam se despedindo, e que o Chá era parte daquele "código".
É estranho, mas se tivessem dito algo, não teria sido tão comovente. Me senti uma "grossa" por tê-los interrompido. Relatar isso não parece grande coisa, mas imagine-se ficar naquela situação por 5 minutos. É difícil. No total, aquela visita silenciosa durou mais de 20 minutos.
De repente, o senhor curvou a cabeça, dando a entender que ele tinha que ir. Ele trocou algumas palavras com meu avô, e se foi. Eu nunca havia me dado conta de como o simples silêncio e a contemplação num dos momentos mais duros porém inevitável da existência incomodava meu ocidentalizado e ruidoso modo de agir e pensar. Aquela visita me ensinou coisas que dificilmente eu aprenderia de outra maneira. Meu avô faleceu 3 dias após esse encontro.
Ele, que durante a vida muito me ensinou sobre herança cultural sendo apenas ele mesmo, em seus últimos dias ainda foi capaz de me ensinar mais, encarnando a postura corajosa, digna e serena diante da morte tida como ideal pelos japoneses. E passei a compreender a dificuldade que Lafcadio Hearn sentia ao tentar explicar a profunda relação cotidiana que os japoneses têm com o Chá .
OS CHÁS JAPONESES
A Camellia sinensis é uma plantinha sensível. No Japão planta-se Chá em várias regiões - em especial da região central da ilha de Honshu para o sul, pois nessas regiões o clima tende a ser mais quente e úmido.
No Japão o Chá é plantado em longas e organizadas fileiras, e quando os arbustos ficam carregados de folhas a paisagem se cobre de "gomos" cor verde-bandeira. A colheita começa na primavera, e as folhas são colhidas à mão, com a ajuda de uma tesoura manual ou elétrica. Logo que é tirada do arbusto, a folha de Chá entra em pro cesso de fermentação - em poucos dias a folha muda do verde vivo para castanho - e de acordo com o grau de fermentação, o sabor do Chá muda.
Quando se fala em Chá verdenão se quer dizer que a cor do Chá é necessariamente verde, mas sim que esse tipo de Chá não é fermentado (os Chá s do tipo oolong são semi-fermentados, e os Chá s pretos são os bem fermentados).
Todos os Chá s típicos do Japão são verdes, o que quer dizer que o processamento das folhas é feito rapidamente, para evitar o processo de fermentação natural. O que dá aos Chá s japoneses seu sabor característico é o fato de que as folhas são passadas no vapor, o que evita a oxidação, preserva a cor natural da folha e um sabor suave de fundo amargo.
Em seguida, as folhas são enroladas, desidratadas e posteriormente picadas ou moídas, transformando-se no Chá que compramos nas lojas. Nenhum dos Chá s japoneses são tomados com leite ou creamer (líquido ou pó para neutralizar o fundo amargo de cafés e Chá s pretos).
Chá
Plantação de Chá no Japão
Os Chá s tipicamente japoneses:
Gyokuro
Conhecido como "orvalho precioso" ou "jóia do Chá verde", é o Chá da mais alta qualidade e produz um néctar amarelo vivo, muito aromático, pouco amargo e com traços adocicados.
As folhas, mesmo desidratadas, são de um verde vivo devido a cuidados especiais antes mesmo da colheita (os arbustos para a produção do gyokurocha são cobertos com telas para evitar o sol direto, e o Chá é produzido com os brotos das folhas, que são mais tenras que as folhas mais desenvolvidas). Esses cuidados fazem com que o gyokurocha seja muito caro, e ele é servido apenas em ocasiões especiais, tanto quanto os saquês de alta qualidade.
Matcha
É o Chá usado nasCerimônias do Chá , que também é tomado em ocasiões informais e servido em casas de Chá estilo tradicional. É um Chá bem diferente dos produzidos no resto do mundo porque ele é em pó (a própria folha do Chá é transformada num pó bem fino e bem verde). Assim, enquanto nos demais Chá s o néctar é resultado de uma infusão de folhas desidratadas e picadas de Chá , no matcha a folha inteira transformada em pó é dissolvida em água quente.
Para se preparar o matcha é necessário bater o pó com um pincel de bambu misturando-se a água aos poucos numa tigela, formando um líquido verde, de aparência densa, e espumante.
É um Chá extremamente amargo (o que o torna um pouco difícil de bebê-lo puro) e por isso, quando se quer tomá-lo em uma ocasião qualquer que não numa Cerimônia do Chá , come-se um doce junto (são recomendados os doces tradicionais de mochi com recheio de feijão azuki). Adoçar o matcha com um pouco de açúcar ou adoçante é algo que é mal visto pelos apreciadores tradicionalistas, mas há muita gente que o toma adoçado.
O sabor único do matcha adoçado é tão popular entre os japoneses que ele vem sendo bastante usado em balas, doces, mousses, bolos e sorvetes.
Sencha
Chá de qualidade média, é feito com as folhas do auge da safra (80% da produção de Chá do Japão destina-se ao sencha, que é uma preferência nacional). Ele produz um néctar amarelo, de sabor levemente amargo e aromático. Trata-se de um Chá equilibrado, de sabor agradável, tomado várias vezes ao dia em casa e comumente servido nos escritórios e restaurantes. Há uma grande variedade de marcas e preços de sencha, mas como a qualidade média do Chá é boa, dificilmente se erra na compra.
Bancha
Também conhecido como " Chá de colheita tardia", ele é feito com as folhas do final da safra, maiores e um pouco duras. Era antigamente considerado o Chá mais popular e barato, por produzir um néctar amarelo claro de sabor mais fraco que o sencha. O sabor mais discreto do bancha o tornou o preferido de idosos e crianças, e isso fez com que este tipo de Chá fosse revalorizado nos últimos anos no Japão.
Chá
Balas de Chá Verde , da fabricante de doces Kasugai.
Kukicha
É o bancha picado com galhinhos das folhas. Possui as mesmas características do bancha.
Houjicha
É Chá verde japonês torrado. O houjicha foi inventado em 1920 por um comerciante de Chá de Kyoto, e existem duas versões sobre como esse Chá surgiu. A primeira é a de que o dito comerciante tinha um estoque de folhas de Chá velhas, decidiu torrá-las para aproveitá-las e criou um novo sabor de Chá .
Na segunda, o houjicha surgiu de forma menos intencional, quando o armazém do comerciante sofreu um incêndio. Por ser torrado, o néctar do houjicha é castanho claro, de sabor fraco, do qual se sente um pouco do aroma de torradinho.
Kukicha
É o bancha picado com galhinhos das folhas. Possui as mesmas características do bancha.
Houjicha
Chá
Anúncio de houjicha dos anos 20
É Chá verdejaponês torrado. O houjicha foi inventado em 1920 por um comerciante de Chá de Kyoto, e existem duas versões sobre como esse Chá surgiu. A primeira é a de que o dito comerciante tinha um estoque de folhas de Chá velhas, decidiu torrá-las para aproveitá-las e criou um novo sabor de Chá .
Na segunda, o houjicha surgiu de forma menos intencional, quando o armazém do comerciante sofreu um incêndio. Por ser torrado, o néctar do houjicha é castanho claro, de sabor fraco, do qual se sente um pouco do aroma de torradinho.
Genmaicha
Genmai significa "arroz integral". É uma mistura curiosa: bancha com grãos de arroz torrados e pipoquinhas de arroz.
O resultado é um Chá verde com um leve aroma torrado e ligeiro sabor salgado, que dá a impressão de se "beber pipoca". É um Chá interessante, apreciado mesmo por aqueles que não gostam muito de Chá . Aliás, o genmaicha combina bem com pipoca numa tarde chuvosa em frente à tevê.
Mugicha
Embora tenha o ideograma de " Chá " no nome, trata-se de uma infusão de cevada. Muito popular no Japão, o mugicha é bastante consumido gelado no verão. Seu sabor é refrescante, leve, com discreto fundo amargo. Não contém cafeína e ajuda o corpo a se manter equilibradamente hidratado quando o clima está muito quente.
Chazuke
Tem nome de Chá , mas é um prato salgado muito popular no Japão - e um modo peculiar de se tomar Chá . Trata-se de uma porção de gohan (arroz branco japonês cozido) servida em um chawan (tigela grande para beber Chá ), à qual se acrescenta uma mistura pronta de temperos e Chá verde quente. O resultado é um ensopado de arroz com Chá saboroso, comido diretamente da própria tigela com a ajuda de hashis (palitinhos para se servir). De acordo com a etiqueta japonesa - aplicada inclusive na Cerimônia do Chá - toma-se o chazuke fazendo-se barulho.
Observação
O sencha, o bancha, o kukicha e o houjicha são tomados sem ser adoçados, a qualquer hora, durante ou após as refeições. São bons para acompanhar sushis (há restaurantes no Japão que só servem Chá e saquê para acompanhar sushis, e há gourmets tradicionalistas que acham que sushi com cerveja ou refrigerante é um crime gastronómico), mas também são tomados com salgadinhos, biscoitos e doces.
São recomendados biscoitos típicos, como os norimaki senbei (biscoito de arroz com um toque de molho de soja envolto em folha de alga marinha) e os yuki no yane ("telhado de neve", biscoito de arroz levemente salgado com uma cobertura de açúcar), e doces como manju (bolinhos de massa assada com recheio de feijão azuki) e dorayaki (panquequinhas com recheio de feijão azuki).
Cristiane A. Sato
Fonte: www.culturajaponesa.com.br
Chá

Chá
O Chá surgiu na China, no ano 2.737 a.C, sendo a teoria mais aceita, que foi o Imperador chinês Shen Nung que descobriu a bebida ao ferver água debaixo de uma árvore, em que uma folha caiu dentro do recipiente.
Nessa época os Chás eram feitos através de folhas colocadas em bolos e fervidas juntamente com arroz e algumas especiarias. A forma de fazer Chá fervendo as folhas apenas, só foi chegar no século XIV, na dinastia Ming.
Como a Inglaterra tinha forte domínio no mundo inteiro na época das descobertas do século XVII, suspeitando da decadência do café, ela que levou o Chá para o mundo ocidental e obteve o monopólio das plantas utilizadas durante muito tempo. Até o século XVIII o Chá era uma bebida da elite europeia, porém com a redução de seu preço passou a ser consumido por todas as camadas sociais.
Fonte: www.historiadetudo.com
Chá

História do Chá
Chá
A segunda bebida mais consumida no mundo depois da água, o Chá tem uma história deliciosa que começou na China há mais de cinco mil anos e que proliferou para os quatro cantos do mundo, onde continua a ser, ainda hoje, muito apreciado. Sabia que os britânicos, talvez os maiores fãs desta infusão, têm de agradecer a uma portuguesa a introdução do Chá no seu país?!
Um acaso que deu Chá
Reza a história que no ano 2737 a.C., o imperador chinês Shen Nung e a sua corte estariam a fazer uma pausa durante uma viagem e, enquanto esperavam que os criados fervessem água para beber (o imperador era muito higiénico!), algumas folhas de um arbusto terão caído dentro da mesma, produzindo um líquido acastanhado.
O imperador, que também era cientista, ficou com a curiosidade aguçada e resolveu experimentar a bebida, que classificou como muito refrescante.
Assim nasceu o Chá , que rapidamente conquistou os habitantes desse país, deixando muitas provas históricas: escavações arqueológicas encontraram recipientes de Chá nos túmulos da dinastia Han (206 a.C.–220 d.C.), no entanto, foi durante a dinastia Tang (618-906 d.C.) que o Chá tornou-se na bebida oficial da China. Atingiu uma popularidade tal, que durante o século VIII foi escrito o primeiro livro inteiramente dedicado a esta bebida – o “Ch'a Ching”, da autoria de Lu Yu.
O Japão também aderiu
À medida que o Chá se tornava cada vez mais parte integrante da cultura religiosa, passou a ser difundido para além das fronteiras chinesas.
Foi o que aconteceu no Japão, que foi apresentado a esta bebida fumegante graças a alguns monges budistas japoneses que, depois de terem estado na China a estudar, tiveram a oportunidade de observar a importância que o Chá tinha na meditação religiosa, para não falar do seu agradável sabor! Mas foi graças aos seus contornos religiosos que a bebida foi rapidamente aceite no Japão, não só nas cortes reais, mas em todos os quadrantes da sociedade japonesa.
Neste país, porém, o Chá passou a ser muito mais do que uma simples bebida aconchegante, atingindo mesmo o estatuto de uma forma de arte, com direito a cerimónia própria (o "Cha-no-yu")! Foram construídos edifícios específicos para albergar esta cerimónia (onde o objectivo era preparar e servir o Chá da forma mais perfeita, mais graciosa e mais charmosa possível), um ritual que demorava anos a aprender e a aperfeiçoar.
Esta arte – praticada inclusive pelas célebres gueishas – tornou-se tão popular que chegaram-se a realizar torneios com prémios aliciantes (desde jóias e seda a armaduras e espadas)! No século XIV, e depois de tanta euforia, os princípios religiosos e as raízes zen do Chá foram resgatadas.
Tea time no resto do mundo
Foi a partir do ano 1560 que o Chá começa a viajar pelo mundo, conquistando uma multiplicidade de culturas e povos. Apesar de Portugal ter sido o primeiro país europeu a consumir Chá (trazido do Oriente pelos seus navegadores!), curiosamente foram os holandeses quem importou o primeiro carregamento de Chá da China, algo que aconteceu no início do século XVII, depois de terem estabelecido um posto de trocas comerciais na ilha de Java.
Muito em voga na Holanda, o Chá depressa circulou para outros países da Europa Ocidental, mantendo-se, no entanto, uma bebida exclusiva dos mais abastados, devido ao seu elevado preço. E foi em 1650 que os holandeses levaram o Chá para o continente americano, mais precisamente para a sua colónia “New Amsterdam” (atual Nova Iorque).
Uma portuguesa em Inglaterra
Por incrível que pareça, o Chá apenas chega a Inglaterra em 1652 e pela mão da portuguesa Catarina de Bragança. Filha do Rei D. João IV e da Rainha D. Luísa de Gusmão, a princesa portuguesa casa com o Rei Carlos II e apresenta aos ingleses a sua bebida predilecta – o Chá – que se torna a bebida mais popular na corte e, mais tarde, no resto da classe alta. A Inglaterra fez a sua primeira encomenda de Chá (cerca de 50 kg!) à Companhia da Índia Oriental em 1664.
Consumo elitista
O entusiasmo dos britânicos pelo Chá é algo que ainda hoje se mantém, no entanto, nos primeiros anos de consumo, esta bebida não estava ao alcance de todos porque tinha um imposto tão alto que, em 1689, as vendas de Chá quase que pararam por completo! O resultado?
Contrabando de Chá em larga escala com uma verdadeira rede de “crime” organizado que, infelizmente, adulterava muitas vezes as folhas de Chá , adicionando-lhes folhas de outras plantas para fazer “render o peixe”. Este negócio de mercado negro chegou a proporções tal que, em 1784, o primeiro-ministro William Pitt colocou um ponto final na situação ao reduzir o imposto de 119% para 12.5%! De um dia para o outro, o Chá tornou-se acessível e o contrabando deixou de ser um negócio lucrativo.
Os Reis das infusões
Depois de em 1834 ter terminado o monopólio da Companhia da Índia Oriental nas trocas comerciais com a China, o Chá começou a ser produzido noutros países como a Índia e o Sri Lanka e o sucesso deste investimento revelou-se depressa.
Em 1888, a Inglaterra já importava mais Chá da Índia do que da China e os números falam por si: em 1851, quando todo o Chá era proveniente da China, o consumo anual em Inglaterra era de cerca de 900 gramas por pessoa.
Em 1901, e com o Chá a ser importado (mais barato!) da Índia e do Sri Lanka, o consumo anual cresceu para 2,800 kg por pessoa! Não havia volta a dar: o início do século XX trouxe, para os britânicos, uma nova forma de estar na vida – com uma chávena de Chá sempre nas mãos!
A guerra do Chá
A Inglaterra teve, ao longo da história, uma influência directa sobre o papel e a importância do Chá no mundo… a tal ponto que esta bebida tranquila esteve na base de vários protestos e até uma guerra! O famoso “Boston Tea Party” foi uma resposta directa dos colonizadores americanos à subida do imposto no Chá por parte do governo



Agradecimento especial ao amigo Artur Mateus pela pesquisa e partilha.

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